terça-feira, 10 de agosto de 2010

Metrô Leve gera impasse em São Bernardo


08/08/2010 - Diário do Grande ABC

A Prefeitura de São Bernardo e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado travam queda de braço sobre a implantação do Metrô Leve no Grande ABC. A disputa está em torno de nove quilômetros de trilhos. A administração municipal quer que o projeto tenha início na Estrada do Alvarenga e termine na Estação Tamanduateí do Metrô, em São Paulo - 23 quilômetros de extensão. Já o governo estadual afirma que, desde o começo das conversas, o trajeto previsto era do Paço de São Bernardo até o terminal Tamanduateí - 14 quilômetros de extensão.

Os estudos preliminares do percurso foram apresentados no início de março pelo prefeito da cidade Luiz Marinho (PT), o chefe do Executivo de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), além do secretário adjunto estadual de Transportes Metropolitanos, João Paulo de Jesus Lopes, e do diretor de planejamento do Metrô de São Paulo, Marcos Kassab.

TRAJETO - Segundo a apresentação, o Metrô Leve sairia da Estrada do Alvarenga, na Praça Giovanni Breda, em São Bernardo, e passaria de maneira elevada pela Avenida Café Filho; Avenida Capitão Casa; viaduto sob a Via Anchieta; Terminal Ferrazópolis; Avenida Faria Lima; Paço São Bernardo; Avenida Pereira Barreto; Avenida Aldino Pinotti; Avenida Lauro Gomes; Avenida Winston Churchill; Fundação Santo André; Faculdade Mauá (já em São Caetano); Avenida Guido Aliberti; e Estação Tamanduateí do Metrô, na Capital paulista.

A expectativa, segundo o estudo do Executivo municipal, é de que 300 mil passageiros utilizem diariamente o futuro serviço, sendo 20 mil no horário de pico, em cada sentido - 18 estações seriam instaladas ao longo do trajeto.

CUSTO - Cada quilômetro do Metrô Leve custa cerca de R$ 60 milhões, segundo o petista. Com os 22 quilômetros desejados, seria investido R$ 1.380 bilhão. Já nos 14 quilômetros considerados pelo Estado seriam aplicados R$ 840 milhões. Os recursos sairiam dos cofres estaduais, com possibilidade de parceria do governo federal, caso a obra seja inscrita no PAC 2 (segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento).
O Estado visa iniciar a linha no Paço. Nunca considerei essa hipótese. Será um erro fazer o projeto pela metade, analisou Marinho. O Consórcio (Intermunicipal) já tirou resolução de apoio à obra completa, frisou o prefeito, ao ressaltar que o projeto já foi enviado ao Palácio dos Bandeirantes.

SECRETARIA - A Secretaria dos Transportes Metropolitanos, por sua vez, afirmou que recebeu somente nota técnica com o extrato do projeto, o que é insuficiente para iniciar o projeto básico (com planilha de custos, desapropriações necessárias, impacto ambiental, dentre outras informações), o qual custará em torno de R$ 30 milhões, sendo que 27,6 milhões já foram liberados pela União.

A Pasta estadual observou que a proposta de o ramal sair da Estrada do Alvarenga ocorreu depois da assinatura de convênio com a Prefeitura de São Bernardo. Portanto, essa mudança hoje só pode estar inserida no projeto funcional, disse por nota a Secretaria. A alteração do projeto está na dependência da Prefeitura de São Bernardo entregar o projeto funcional (apresentado em março) completo para a análise do Metrô, completou.

Sobre a possibilidade de a obra ser inclusa no PAC 2, o governo do Estado destacou que trata-se de uma decisão do governo federal. Porém, a inscrição tem de ser feita pelo Palácio dos Bandeirantes.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

VLT do ABC deve ser inscrito no PAC em agosto

06/07/2010 - Diário do Grande ABC

O projeto de implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que ligará a Estrada dos Alvarenga, em São Bernardo, até a Estação Tamanduateí do Metrô, em São Paulo, deve ser inscrito no PAC 2 (segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal em agosto.
No mês que vem serão abertos os protocolos de projetos de Mobilidade Urbana, segundo a coordenadora do PAC, Miriam Belchior, que esteve ontem em São Bernardo para vistoriar obras do Conjunto Habitacional Três Marias, no bairro Cooperativa, onde estão sendo construídas 1.236 moradias.
E o Grande ABC terá vantagem em relação a outros projetos. Um dos critérios para aprovar a liberação de verbas será a abrangência. "Daremos prioridade para soluções regionais. Esse é um dos critérios fundamentais da nossa seleção", adiantou Miriam.
Segundo o projeto do VLT da região - também chamado de metrô leve -, o trajeto terá 23 quilômetros, com 18 estações, será feito em 28 minutos, saindo de São Bernardo, passando por São Caetano, próximo a Santo André, até chegar na Capital.
O estudo inicial já está pronto. Foi contratado pela Prefeitura de São Bernardo, com acompanhamento de técnicos das administrações de Santo André, São Caetano, São Paulo e do Estado. O governo, inclusive, já está de posse do projeto.
Para ser eleito entre as propostas que chegarão ao governo federal, o VLT terá de ter engajamento das sete cidades. "Já falei com a Miriam, com o presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva) e sugeri ao governo estadual que inscreva essa obra, que tem de ter resolução do Consórcio (Intermunicipal) de prefeitos", observou o chefe do Executivo são-bernardense, Luiz Marinho.
A União já liberou R$ 27,5 milhões para contratação do projeto executivo. Se aprovado pela comissão do PAC e da Caixa Econômica Federal, será aberta licitação para escolha de empreiteira. Estima-se que o custo da obra seja de R$ 100 milhões por quilômetro, perfazendo total de R$ 2,3 bilhões. Se não ocorrer nenhum empecilho, a previsão é de que as obras sejam iniciadas no fim do ano que vem.
Além de projetos de Mobilidade Urbana, o PAC 2 também receberá a partir de agosto inscrição para construção de UBS (Unidade Básica de Saúde), UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas), creches, pré-escolas, praças de esporte, lazer, cultura e informática, cobertura de quadras poliesportivas em instituições de ensino e postos comunitários de segurança.
‘O País reaprendeu a fazer investimentos''
Segundo Miriam Belchior, "o País reaprendeu a fazer investimentos de infraestrutura". Como exemplo, a substituta de Dilma Rousseff (PT), que deixou a coordenadoria do PAC para se candidatar à Presidência da República, ressaltou que em 2004 apenas 40% das cidades brasileiras tinham alguma estrutura para cuidar de Habitação. Em 2008, esse percentual chegou a 80%.
"Porque agora tem recursos (disponíveis para os municípios)", disparou Miriam, em clara comparação ao governo anterior do tucano Fernando Henrique Cardoso.
"Quando Dilma chegou ao Ministério das Minas e Energia (em 2003), havia um engenheiro e 15 motoristas. O pior é que é verdade. Houve desmanche do Estado brasileiro. Tivemos de contratar profissionais para tocar as obras do PAC, simplificamos procedimentos... Nós, do governo federal, aprendemos. Os Estados e municípios também estão aprendendo", discorreu.
Outra evidência da evolução é o registro dos projetos para liberação de verbas da União. Para as atuais cinco vertentes do PAC 2 - urbanização, saneamento, drenagem, contenção de encostas e pavimentação -, o governo federal recebeu cinco vezes mais propostas do que a verba disponível, de R$ 39,7 bilhões.
As obras estão em análise. A seleção dos projetos paulistas, que incluem os do Grande ABC, será feita semana que vem. Dia 20 haverá reunião presencial com representantes dos municípios para saber quais intervenções serão incorporadas ao PAC 2.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Metrô de Arapicara terá seis estações



23/04/2010 - Aqui Acontece

O prefeito de Arapiraca (AL) Luciano Barbosa (PMDB) esteve reunido, na manhã desta terça-feira (20), com os diretores da empresa RMS Consultoria, Rodrigo Fortes e Lyttelton Fortes, para apresentação do projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que é mais conhecido como metrô de superfície.
Os engenheiros acertaram os detalhes para apresentação do projeto com vistas à abertura do processo de licitação pública para à construção das estações de embarque e desembarque de passageiros, bem como a operacionalização do VLT em Arapiraca.
A cidade será a primeira de Alagoas a operar o sistema nos trilhos da linha ferroviária que corta a cidade, passando pelos bairros João Paulo II, Primavera, área central, Eldorado, Brasiliana e campus da Ufal.
A prefeitura já assegurou recursos e adquiriu, recentemente, os dois primeiros vagões do metrô de superfície com a empresa Bom Sinal, que é representante de indústria multinacional especializada na fabricação do VLT.
Durante a reunião, que também contou com a presença das secretárias de Desenvolvimento Urbano, Caroline Albuquerque, e de Administração e Recursos Humanos, Ariluce Cerqueira, além do representante da Secretaria de Obras, engenheiro Rainilson.
O metrô de Arapiraca terá um percurso de cerca de oito quilômetros e será movido a óleo diesel e vagões dotados de ar-condicionado e com capacidade para acomodar 360 passageiros sentados. O VLT vai circular com velocidade máxima até 80 km/h.
A previsão é de que o edital para seleção da empresa responsável pela obra seja publicado nos próximos dias. A estimativa é de que o VLT comece a operar a partir do próximo mês de setembro.